segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

E se eu te desse um beijo naquela noite


Devo confessar que sempre nutri um admiração silenciosa pelos meus amigos que possuem a desfaçatez de abordar uma mulher do nada, na mais deslavada cara-de-pau, a fim de proferir as mais infímas baladas. Para mim, isto é uma forma de arte subestimada.


Para mim ter o timing e em poucas palavras despertar o interesse a simpatia e o sorriso com uma frase certeira é quase impossivel nas minhas limitadas capacidades. Mais provavelmente ganho uma suave bofetada que me desloca o maxilar,mas nada de grave.


Contudo devo dizer,que na eterna guerra dos sexos não se pode dizer que existe alvos ou vitimas nas entremiveis batalhas de conquista. Até porque não existe vencedores ou vencidos, cada um declara de uma forma ou de outra os seus interesses e necessidades emocionais ou hormonais.


Isto só para dizer que jamais esqueço um amigo meu que durante uma noite de festa encontrou uma rapariga luso-chinese e com uma coragem intrépida daqueles que não tem nada a perder e pediu-lhe um beijo sushi. Devo vos confessar que este tipo de coisas me dá uma overdose estranha de vergonha alheia. Contudo o que me faz confusão é que funcionou.


Isto só para dizer que por vezes perdemos oportunidades devido ao nosso superego.

Agora posso ficar sentado a pensar - E se eu te desse um beijo naquela noite...


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