domingo, 17 de janeiro de 2010
Festividades de Santo Amaro

Os festejos do padroeiro de Santa Cruz, Santo Amaro, dão lugar à festa religiosa mais importante do concelho de Santa Cruz.
Após 8 anos de ausência das festividades de Santo Amaro, foi com enorme prazer, emoção que vivenciei as festividades do concelho. Contudo este ano teve um sabor especial, porque remarca novamente e faz despertar em mim o meu sentimento de pertença à terra, à tradição, à cultura, aos valores. Deste modo, percorrer as ruas e a cada passo recordar uma cara conhecida, em tempos amigo, muitos já com a sua descendência, obrigaram-me a reflectir na teoria de Daniel Sampaio, na qual o tempo não têm tempo...
8 anos depois será o modo facentis das pessoas que está diferente ou sou eu que reconheço os meus fait divers, em tempos perdidos? Uma coisa é certa, não há melhor sensação do que voltar a enraizar-se na nossa cultura primitiva, aquela que nos deu os pilares como bases de sustentação para sobreviver em unissimo na sociedade.
Valeu a experiência
Após 8 anos de ausência das festividades de Santo Amaro, foi com enorme prazer, emoção que vivenciei as festividades do concelho. Contudo este ano teve um sabor especial, porque remarca novamente e faz despertar em mim o meu sentimento de pertença à terra, à tradição, à cultura, aos valores. Deste modo, percorrer as ruas e a cada passo recordar uma cara conhecida, em tempos amigo, muitos já com a sua descendência, obrigaram-me a reflectir na teoria de Daniel Sampaio, na qual o tempo não têm tempo...
8 anos depois será o modo facentis das pessoas que está diferente ou sou eu que reconheço os meus fait divers, em tempos perdidos? Uma coisa é certa, não há melhor sensação do que voltar a enraizar-se na nossa cultura primitiva, aquela que nos deu os pilares como bases de sustentação para sobreviver em unissimo na sociedade.
Valeu a experiência
domingo, 3 de janeiro de 2010
De que serve...
Dizem que ser Enfermeiro é giro. É associar a nossa personalidade algumas caracteristicas que nos fazem ter a capacidade e o poder de ajudar a proporcionar ao outro a opção entre o viver e o morrer.
Ser Enfermeiro é ser humano, com todas as suas dimensões, potencialidades e restrições, alegrias e restrições. É ser aberto para a vida...
Contudo esta abertura para a vida é preenchida de violentas sensações emocionais, e hoje foi uma delas. Enquanto escrevo estas palavras sinto e no meio da obscuridade cinzenta do antemanhã alguém ,não muito chegado, mas com uma grau de proximidade significativo sofre, e sofre por a célebre frase em que a vida foi injusta para mim, que mal fiz eu a deus para merecer isto ou talvez já nem tenha capacidade de ter estes pensmentos...
O que fazer quando a mente se dissocia do corpo, quando o assassino está dentro de nós e percorre as estradas do nosso corpo sem uma direcção certa, mas com uma única certeza... Quem o contractou, quando descartei da vida os seus amigos, quem lhe deu a liberdade de viajar dentro de um corpo inocente...
sábado, 2 de janeiro de 2010
És tu esse sonho....
Era uma vez um sonho... Um sonho como tantos outros!
Um sonho criado na realidade e alimentado por ela.
Era um sonho prateado como o luar, com vermelhos de cerejas à mistura.
Era um sonho prateado como o luar, com vermelhos de cerejas à mistura.
Cheirava a flores campestres, soava como o chilrear das andorinhas ao nascer do sol...
Tinha um sabor adocicado e amargo ao mesmo tempo, como um vinho verde bem gelado.
Era uma vez este sonho que tanto nos embalou no seu leito, que tantas vezes nos protegeu do mundo... onde tantas vezes nos refugiámos de olhares indiscretos e de dedos apontados.
Tinha um sabor adocicado e amargo ao mesmo tempo, como um vinho verde bem gelado.
Era uma vez este sonho que tanto nos embalou no seu leito, que tantas vezes nos protegeu do mundo... onde tantas vezes nos refugiámos de olhares indiscretos e de dedos apontados.
E enquanto sonhámos este sonho, enquanto existiram momentos de pura trascendência em que nada real não deixámos que nos tocasse, o sonho tornou-se ele próprio realidade...
E isto será para sempre nosso, eternamente e intimamente nosso...
E isto será para sempre nosso, eternamente e intimamente nosso...
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
E assim começou 2010
E assim chegou 2010 como muito glamour. Cumprindo a tradição, usando cuecas novas e com as 12 passas na mão aguardou-se as 12 badaladas. Depois foi só começar a debitar a lista de desejos. Entre saúde, dinheiro, sorte, paz, casa novo, carro novo, a imaginação não deve dar para mais.
Mas o que acontece quando se apenas têm um desejo? Apenas se come uma passa e deita-se as restantes 11 fora?
Este foi o meu dilema e será o meu grande desafio em 2010.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
E assim foi 2009...
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
31 Dezembro, 9h, raios de sol reflectem-se na imensidão de mar que circunda a ilha. No porto oito gigantescos návios desembarcam milhares de formigas que consomem todo o espaço circundante. Lá no fundo, tento percorrer a rua, que dista apenas 10 m do mar. Uso os meus pequenos milimetros da tradicional calçada portuguesa para chegar a um destino onde quero que o meu corpo esteja. Sou embebido pelo cheiro a bolo do caco logo pela manha quentinho, pelo cheiro a tangerina e pelo cheiro a terra que ainda chora o execesso de àgua com que foi bombardeada. A brisa do mar juntamente com um raio de sol são os restantes ingridientes para a receita perfeita.
Adorava que o meu corpo viaja-se a velocidade da minha mente. Nesta sou bombardeado por pensamentos, sentimentos, emoções facilmente interrompidas por um " Com licença, excuse me, con permiso, excuse-moi, Entschuldigung, scusami, etc." Enfim, é o preço da globalidade...
Estamos no final de mais um ano. Aliás, parece que foi ontem que me sentei para escrever a mensagem de final de ano de 2008. A sensação é de que as coisas acontecem e passam cada vez mais depressa... Por cada cm que percorro na calçada corresponde a uma viagem intergalâctica na minha mente. Relembro 2009 com nostálgia. Ano repleto de aventuras, encontros, desencontros, emoções ganhas, outras perdidas. Questiono-me como tudo passou e eu nem me apercebi do verdadeiro significado das coisas?
Na verdade, não é o tempo que passa mais rápido. O envolvimento com a rotina corrida é que, muitas vezes, ofusca a nossa infinita capacidade de apreciar aquilo que temos de bom nas nossas vidas. O dia a dia nos coloca em situações de competição, intolerância, busca de mais dinheiro e poder, enfim... O verdadeiro significado da nossa existência passa a ter cada vez menos valor.
Neste preciso momento minhã mãe está a assistir ao fogo em Sidney e eu questiono-me como esta mudança radical pude acontecer? Que melhor prova para me aperceber que actualmente nossas famílias, amigos e colegas ficam muitas vezes esquecidos. Quando somos bombardeados com este tipo de sentimentos, não é nada mais do que o reflexo para a maioria das pessoas de uma sensação de perda, de impotência, de descumprimento; pois mal acordamos e já vem a cobrança pelo que deixamos de cumprir, fazer ou exigir. É uma rotina que escraviza o corpo e aprisiona a mente, impedindo-nos de celebrar a vida e comemorar um minuto sequer...
Estava para aqui a pensar se hoje visto smoking ou fato, se uso a gravata vermelha com a camisa branca ou se uso a camisa preta com a gravata branca... Que melhor forma para ficar elegante, quando lá no fundo é deselegante ter um corpo preenchido e uma mente vazia...
Por isso, espero que estas festas de final de ano sejam realmente especiais, mas especiais por provocar reflexões sobre as nossas vidas: O que posso fazer para dar mais valor à essência humana e assim ser mais feliz? Sinto que tenho de acreditar sempre! Porque a confiança é o caminho certo para um ano novo de muito sucesso. Vou me limitar a namorar a vida, provar a heroina do amor, traçar objectivos, sonhar novos sonhos, fazer novos amigos, fazer algo que nunca fiz e arriscar.
Um feliz 2010 e acima de tudo, nunca se esqueçam de quem são...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Nem imaginas o prazer que me dá...
Já a algum tempo que me era dificil definir prazer... Segundo o dicionário da lingua portuguesa prazer é " uma sensação de bem-estar". Contudo o que é este bem estar, tendo em conta que a sociedade esta cada vez mais materialista e egocêntrica.
Alberto Campus uma vez disse que " É o prazer de viver que dispersa, suprime a concentração, paralisia todo o impulso para a grandeza... " Se quisesse ser culto, faria desta frase a base de uma reflexão, descrevendo o prazer como um conjunto de sentimentos inantigiveis. Contudo, esta frase não passa de uma desordem de palavras numa sociedade turva...
Carissimos, o tempo passa a correr,os momentos sucedem-se uns atrás dos outros, viaja-se entre o aeroporto da melancolia e a gare do sucesso. Porém, quando menos se espera apercebemo-nos de que as palavras escritas sem sentido no passado, são os verbos do presente e os adjectivos do futuro.
Hoje contive-me na realidade e no final do dia fecho os olhos e sigo numa viagem mental do meu dia e num eclipse de efervescencia de desordem procuro o equilibro numa época de instabilidade e incerteza, como se salta-se num trapézio de ideias, sentimentos e pensamentos diversos e concluo que as minhas quiméras do dia a dia não são mais do que os artefactos de uma boémia inerente ao tempo na qual a sociedade tenta iludir a presunção, num tempo que não parou e fez tudo para tornar uma sociedade cada vez mais superficial.
Contudo, nem imaginas o prazer que me deu hoje ouvir o meu despertador e ter a capacidade de sozinho erguer-me para mais um dia de trabalho, nem imaginas o prazer que me deu sair de casa e sentir o cheiro a terra molhada da chuva, nem imaginas o prazer que me deu poder assistir um utente com uma efermidade, nem imaginas o prazer que me deu sorrir para as pessoas, nem imaginas o prazer que me deu correr corredor fora em torno de uma vida, nem imaginas o prazer que me deu regressar a casa com a sensação de dever cumprido, nem imaginas o prazer que me deu passear de bicicleta junto ao mar e ver as ondas dor mar a rebentar na costa e sentir a brisa do mar no meu rosto, nem imaginas o prazer que me deu encontrar uma senhora conhecida e esta abrir o seu casaquinho de lâ e oferecer-me um fruto acapadinho de apanhar, nem imaginas o prazer que me deu dizer-lhe obrigado, nem imaginas o prazer que me deu comprar pão e receber um sorriso da funcionária, nem imaginas o prazer que me deu ter prazer...
Desliga-se o pensamento e termina este jogo confuso e complexo da poésia...onde predomina a
essência sobre a existência.
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